Autores de Referência
A Psicanálise Descomplicada
Se algum dia você teve curiosidade para entender mais sobre a mente humana, exponho aqui breves resumos:

Sigmund Freud
Pai da psicanálise, Sigmund Freud iniciou seus estudos em Viena e é considerado aquele que descobriu o inconsciente. Para ele, as neuroses são frutos de repressão de desejos considerados inadmissíveis. Não ter contato com nossos verdadeiros desejos nos causa muito sofrimento. Ele propõe uma aventura corajosa dentro do nosso ser, de onde sairemos mais fortes.

Melanie Klein
Para Melanie Klein, o amor pode ser visto pelas ambivalências. Amor e ódio podem conviver ao mesmo tempo, em um discurso apaixonado. Quando as pessoas aprendem a separar suas emoções umas das outras, os relacionamentos florescem. Junto às construções de riquezas no nosso mundo interno, podemos enfrentar toda sorte de desafios.

Donald Winnicott
Psicanalista e pediatra inglês, Winnicott seguiu o mesmo percurso de Melanie Klein ao estudar profundamente a vida íntima do bebê. Para ele, "não existe um bebê sem a mãe", e a nossa relação primordial pode ser revisitada, revista, por meio do acolhimento e do "holding" (abraço, em metáfora) segundo as necessidades do paciente.

Sandor Ferenczi
Discípulo de Freud e muito querido por ele, Sandor Ferenczi era um otimista e pensava que mais do que um curso sem fim, uma análise deveria ter sucesso. Por isso, lhe encaminhavam os pacientes mais difíceis. Ele acreditava na empatia e na atividade viva do analista, participando com muita presença nas sessões.

Wilfred Bion
Bion era o mestre da escuta. Para ele tudo tinha o seu tempo, e o paciente deveria ser respeitado em seus cada um dos seus momentos de vida. Algumas ansiedades ditas durante a sessão poderiam ser devolvidas ‘digeridas’ pelo analista, isto é, elaboradas; assim as coisas ficavam menos difíceis e a vida mais leve.

Jacques Lacan
Lacan era o teórico das palavras. Para ele, o inconsciente é a linguagem e nossos ‘tropeços’ na fala são sinais para uma verdade oculta. Segundo ele, muito da nossa comunicação é falha, tanto para os outros quanto para nós. Grande parte do nosso sofrimento, portanto, surge do desconhecimento do Outro, além do desconhecimento de nós mesmos.